Thiago Esperandio / Mundo vasto Mundo


Profecia de Nostradamus

Como tenho recebido falsas profecias de Nostradamus por e-mail, dizendo que a Dilma não pode ganhar as eleições, resolvi criar minha própria profecia. Participem!!! Coloquem suas próprias profecias em seus blogs ou no comentário de meu blog. Depois eu publico na primeira página. Divulguem pelo twitter... Segue minha própria profecia de Nostradamus:

 

Previu Nostradamus em seu livro Carta ao Reinado da Grande Floresta (Deve ser o Brasil por causa da amazônia) que, no ano em que a ave bicuda tiver sua asa cortada pela estrela renascida de uma doença grave, a fartura reinará no maior país do sul da terra por muitos anos e o líquido preto (petróleo do pré-sal provavelmente) será distribuído para que os flagelados pela ganância cheguem ao poder e deem dignidade às suas crias. O Reinado da Grande Floresta triunfará pelo Mundo e dará exemplo aos povos que só pensam na sua própria sobrevivência opulenta.



Olhem... Nostradamus previu que a Dilma (renascida da grave doença / estrela = PT) vai distribuir o dinheiro do pré-sal e todos os pobres vão criar seus filhos dignamente. Depois previu que o Brasil vai dar exemplo ao mundo de como é possível ficar bem sem manter o povo na miséria...



Escrito por Thiago Esperandio às 18h12
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Aos verdes que votarão em Serra no segundo turno

Um texto do ótimo professor da USP, Flávio Aguiar, lembra aos verdes, quem é Serra e a falta de compromisso ecológico e moral de seu projeto.

 

Segue texto na íntegra:

 

Lembretes para o segundo turno de 2010

Flávio Aguiar

Aos meus amigos verdes, gostaria de lembrar que Fernando Gabeira já declarou apoio a Serra, o que mostra como de fato ele considera Marina da Silva e as instâncias do próprio partido.

Assim como a causa ambiental, uma vez que entre Serra/DEM/Índio da Costa e causas ambientais há uma distância de anos-luz.

É bom lembrar também que Serra ganhou nos estados do chamado “espinhaço do agro-business”, que vai de Santa Catarina a Rondônia. Isso permite uma bela previsão do que vai ser o seu governo, muito mais do que frases sem cabeça nem pé.

A propósito de anos-luz: o que ajudou a empurrar Serra para o segundo turno, dando mais votos a Marina, foi a campanha obscurantista, retrógrada, caluniosa e que usa o nome de todas as religiões em vão, acusando, por exemplo, Dilma Rousseff de ser a favor do aborto.

Aos preocupados com a liberdade de imprensa, lembro que na mídia que apóia a candidatura de Serra, velada ou abertamente, desde 2006 tornaram-se comuns as “operações limpeza” (inclusive a pedido), eliminando jornalistas (inclusive de renome) dissidentes (como durante a ditadura) ou que não tocavam de acordo com a música.

Já a quem se preocupe com política externa, lembro que, se Serra levar a sério suas declarações durante a campanha, erguerá uma cortina de ferro nas fronteiras do nosso país, acabando com a integração continental. Sem falar que retornaremos aos tempos do beija-mão e da barretada à potência de plantão. O Brasil vai perder todo o prestígio que acumulou nos últimos anos. Vai murchar em matéria de contatos com a África, Ásia e América Latina, sem que isso signifique uma melhor posição diante da Europa ou da América do Norte.

Se a preocupação for com a idéia de que “é bom alternar quem está no poder”, sugiro que comecemos por pensar no caso de S. Paulo, o segundo orçamento da nação, que completará vinte anos sob a batuta da coligação PSDB/DEM, com resultados precários na educação, saúde e segurança.

Para quem ache que “é tudo a mesma coisa”, lembro que a arte da política (de acordo, entre outros, com Gramsci) é a de discernir as diferenças para além das aparentes semelhanças, e que essas diferenças aparecem mais pelo acúmulo de atos do que pelo de palavras e promessas.

Lembro ainda que, devido aos resultados do primeiro turno, uma vitória de Serra vai transformar o governo federal em cabide para uma penca de políticos subitamente desempregados da sua coligação, que já deviam estar defenestrados (pelo voto, como foram) da nossa vida pública há muito tempo.

É bom não esquecer que Serra não apresentou qualquer programa. Mas seu último ato significativo no governo de S. Paulo foi a privatização da Nossa Caixa, brecada porque adquirida pelo Banco do Brasil. Isso é um bom prognóstico para o que vai acontecer com o Banco do Brasil. Caixa Econômica Federal, Petrobrás, etc.

Ao invés de programas, Serra distribuiu gestos e palavras a esmo. Dizer que quem fuma é contra Deus, puxar Ave Maria em missa, falar em austeridade fiscal e ao mesmo tempo prometer aumentos vertiginosos do salário mínimo, dizer que tem preocupação ambiental e ao mesmo tempo prometer no Pará que vai mexer na legislação que protege a Amazônia não é um programa nem um bom começo para quem quer alardear honestidade política e coerência.

E por aí se vai.

Dilma, por sua vez, defende um programa (que pôs em prática) ao mesmo tempo social e austero, demonstrou ser uma candidata de idéias próprias e não um factóide de si mesmo que fica esgrimindo promessas a torto (sobretudo) e a direito. Foi atacada, caluniada, difamada e manteve a linha o tempo inteiro (ao contrário de Serra, que seguido perdeu a linha quando confrontado com perguntas incômodas), não recorreu a esses golpes baixos tão típicos das campanhas da direita. Não é o caso de se concordar com ela em tudo. Mas Dilma é diálogo.



Escrito por Thiago Esperandio às 12h00
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