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Uma rapidinha pra matar a saudade...
Já falei sobre o assassinato do tempo na última postagem. Como o tempo é curto, vou ter que dar essa rapidinha... 1 - Diante de todo o fato do Apagão, a imprensa tenta aterrorizar a população de todo o jeito e, sob a legitimação de supostos especialistas, cria explicações esquizofrênicas para o episódio. Nosso governador Sr. Burns é chamado a todo momento para dizer que as explicações do governo federal não são boas, mas nunca foi chamado para explicar o buraco do metrô, sobre o qual nunca pronunciou uma palavra e tentou explorar politicamente se fingindo de solidário e indo ao "enterro dos soterrados" A oposição faz uso político do episódio e prefere atacar Dilma Roussef do que ouvir o Edson Lobão, ministro do Ministério de Minas e Energia, portanto, pessoa mais indicada para falar sobre o assunto, mostrando mais uma vez que seus interesses políticos estão acima dos interesses da população que deveriam representar. No Sistema Elétrico, a causa, aparentemente, foi pontual, o que só deve voltar a ocorrer se houver uma convergência de fatalidades, no caso da imprensa, o apagão é conjuntural... 2- Sobre o caso da universidade Uniban(didos) ou como disse a Marta Suplicy em seu site: Taliban e não Uniban, o melhor artigo que li até o momento é de Maria Rita Kehl, quem já citei nesse blog e que tem sido a pessoa com opiniões mais lúcidas sobre a sociedade que tenho lido ultimamente. Cliquem para ler Maria Rita Kehl: Facismo Banal
Escrito por Thiago Esperandio às 19h50
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Matar o tempo

O macarrão fica pronto em 3 minutos, a pipoca é quase instantânea, o Hamburguer fica na estufa te esperando e deve ser consumido em no máximo 10 minutos para que apodreça dentro do seu organismo e não à vista e ao olfato dos outros consumidores, a esfiha deve ser entregue em no máximo 28 minutos e a pizza em, no máximo, meia hora. O carro deve chegar a 300 Km por hora, ainda que ele só fique parado no trânsito, o computador deve se iniciar em alguns segundos, os outros idiomas devem ser aprendidos em poucos meses. O tempo é a maior vítima da sociedade moderna. Quando ele se tornou dinheiro ele perdeu seu valor. Todos passam a maior parte dele torcendo para que ele passe logo. São frações da vida que nos interessam: o fim-de-semana que não representa nem 1/3 da semana, o encontro com a(o) namorada(o) que ocorre às pressas entre uma futilidade ou outra, o futebol, o churrasco com os amigos ou, simplesmente, queremos encontrar o tempo para poder matá-lo, ainda que o justo assassinato seja cometido com crise de consciência. O resto do tempo é dinheiro, não tem valor, é quase um transe. Na lógica onde tudo é obsoleto, o tempo deve passar rápido para que as MERcaDoriAS envelheçam e possam ser substituídas por outras. Com exceção do trânsito e do trasporte coletivo de São Paulo, que só funcionam nas esquizofrênicas propagandas do Governo do Estado, tudo é rápido. Até o amor entrou na lógica do fast-food. Assistia à chamada da novela nova da Globo e o narrador dizia que a personagem “X” vivida pelo ator José Mayer tinha se separado da mulher e agora estava vivendo um novo amor, na cena ele se apresentava para uma mulher... ou seja, na apresentação ele já estava amando. O amor deve ser colocado em água fervendo e deve ficar pronto para ser consumido em 3 minutos no máximo ou você recebe seu dinheiro de volta, tal qual acontece com os iogurtes que devem ajudar a gente a cagar mais e melhor. Paixões, atrações sexuais ou afinidades já são chamadas de amor imediatamente, pois quem não ama está doente. Como ninguém quer ser doente em uma sociedade que (em)prega saúde o tempo todo, todos devem dizer que amam, consumir o máximo em nome desse amor e reduzir todos os problemas da sua vida e da sociedade à sua situação afetiva. Os orkuts são repletos de depoimentos com vários eu-te-amos, seja entre amigos, seja entre casais. Não há mais a necessidade de preparar o amor, de temperá-lo com história e convivência tal qual os pratos feitos pela mãe de meu amigo Caio que levam dias para ficarem prontos, em um processo de calma depuração. O tempo virando dinheiro deixou de ser “o melhor remédio” para as cicatrizes da alma e até para as do corpo, tal qual o consideravam nossos avós. O que cura hoje é a substituição, como se os obstáculos da vida e os relacionamentos fossem como os aparelhos celulares que perdemos aos montes, com o consolo de que, comprando um mais moderno, seremos mais completos. O luto morreu e ninguém compareceu ao seu velório por falta de tempo. Temos muita vontade de amar, mas, aparentemente, pouca ou nenhuma capacidade se formos ver o quão fast-food as relações têm se tornado, seja no âmbito conjugal explorado pela tira acima, seja nos outros âmbitos onde dar atenção ao outro significa perder tempo, logo, perder dinheiro, carreira e os outros itens da "ascensão" social. Nesta corrida de obstáculos, onde a chegada é o sucesso individual e os semelhantes são as barreiras a serem superadas e que diminuem nossa performance, há pouco espaço para uma boa degustação, por isso os insípidos e facilmente substituíveis e reproduzíveis fast-loves, digo, fast-foods são tão lucrativos. Talvez preocupado com a banalização do Amor, Drummond escreveu: O seu santo nome Não facilite com a palavra amor. Não a jogue no espaço, bolha de sabão. Não se inebrie com o seu engalanado som. Não a empregue sem razão acima de toda razão (e é raro). Não brinque, não experimente, não cometa a loucura sem remissão de espalhar aos quatro ventos do mundo essa palavra que é toda sigilo e nudez, perfeição e exílio na Terra. Não a pronuncie.
PS1: O Gandhi dizia que o amor de 1 anula o ódio de milhões... PS2: o título da tira "Amor nos Tempos da Pressa" é inspirado no título de um livro do escritor Gabriel Garcia Marquez chamado "Amor nos Tempos do Cólera" o qual retrata um amor que resite a uma série desencontros da vida. Esse livro virou um bom filme inclusive. Atualização: Fui informado que a personagem de José Maier já está traindo a mulher que ele tanto amou, ainda que só a estivesse conhecendo... "Amor nos Tempos de Novelas".
Escrito por Thiago Esperandio às 19h14
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O que a imprensa brasileira não fala...
Saiu na BBC: Brasil é líder no combate à fome entre emergentes, diz ONG O documento elogia os esforços do governo brasileiro O Brasil é líder no combate à fome entre os países em desenvolvimento, de acordo com um ranking elaborado pela ONG antipobreza Action Aid e publicado nesta sexta-feira para marcar o Dia Mundial da Alimentação. O documento elogia os esforços do governo brasileiro em adotar programas sociais para lidar com o problema da fome no país e destaca os programas Bolsa Família e Fome Zero. “O Fome Zero lançou um pacote impressionante de políticas para lidar com a fome – incluindo transferências de dinheiro, bancos de alimentação e cozinhas comunitárias. O projeto atingiu mais de 44 milhões de brasileiros famintos”, diz o texto. Segundo o relatório, o programa ainda ajudou a reduzir a subnutrição infantil em 73%. A ONG afirma ainda que o Brasil é “exemplar” no exercício do direito ao alimento e cita a Lei Orgânica de Segurança Alimentar e Nutricional (Losan 2006) e o Ministério do Combate à Fome como medidas de que exemplificam que o direito à alimentação está sendo cada vez mais reconhecido como direito fundamental. Uma imprensa que ignora isso e quer a volta ao poder dos que lá estiveram e nada fizeram pelo povo, merece um completo desprezo. Quem quiser ler a íntegra da notícia é só clicar aqui.
Escrito por Thiago Esperandio às 14h27
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Consumir ou sumir.
Os textos do Frei Betto são sempre profundos e didátcos... não tenho nem o que acrescentar nem o que tirar, só fazer minhas as palavras dele. Quem quiser conferir uma série de textos dele é só clicar em: http://www.correiocidadania.com.br/content/blogcategory/17/55/ Dia da criança: cidadã ou consumista?
Na próxima segunda, 12 de outubro, comemora-se o Dia da Criança. Momento de refletir o que temos feito com as nossas. Estamos formando futuros cidadãos ou consumistas?
Pesquisas indicam que as crianças brasileiras costumam passar 4 horas por dia na escola e o dobro de olho na TV. Impressiona o número de peças publicitárias destinadas a crianças ou que as utilizam como isca de consumo.
A pesquisadora Susan Linn, da Universidade de Harvard, constatou que o excesso de publicidade causa nas crianças distúrbios comportamentais e nutricionais. De obesidade precoce, pela ingestão de alimentos ricos em açúcares ou gorduras saturadas, como refrigerantes e frituras, à anorexia provocada pela obsessão da magreza digna de passarela.
Sexualidade precoce e desajustes familiares são outros efeitos da excessiva exposição à publicidade. São menos felizes, constatou a pesquisadora, as crianças influenciadas pelas idéias de que sexo independe de amor, a estética do corpo predomina sobre os sentimentos, a felicidade reside na posse de bens materiais.
Impregnada desses falsos valores, tão divulgados como absolutos, a criança exacerba suas expectativas. Ora, sabemos todos que o tombo é proporcional ao tamanho da queda. Se uma criança associa a sua felicidade a propostas consumistas, tanto maior será sua frustração e infelicidade, seja pela impossibilidade de saciar o desejo, seja pela incapacidade de cultivar sua auto-estima a partir de valores enraizados em sua subjetividade. Torna-se, assim, uma criança rebelde, geniosa, impositiva, indisciplinada em casa e na escola.
A praga do consumismo é, hoje, também uma questão ambiental e política. Montanhas de plástico se acumulam nos oceanos e a incontinência do desejo dificulta cada vez mais uma sociedade sustentável, na qual os bens da Terra e os frutos do trabalho humano sejam partilhados entre todos.
Um dos fatores de deformação infantil é a desagregação do núcleo familiar. No Dia dos Pais um garoto suplicou ao pai, em bilhete, que desse a ele tanta atenção quanto dedica à TV... Um filho de pais separados pediu para morar com os avós após presenciar a discussão dos pais de que, um e outro, queriam se ver livre dele no fim de semana.
Causa-me horror o orgulho de pais que exibem seus filhos em concursos de beleza. Uma criança instigada a, precocemente, prestar demasiada atenção ao próprio corpo tende à esquizofrenia de ser biologicamente infantil e psicologicamente "adulta". Encurta-se, assim, seu tempo de infância. A fantasia, própria da idade, é transferida à TV e ao apelo de consumo. Não surpreende, pois, que na adolescência o vazio do coração busque compensação na ingestão de drogas.
Crianças são seres miméticos por natureza. A melhor maneira de interessar um bebê em música é colocá-lo ao lado de outro que já tenha familiaridade com um instrumento musical. Ora, o que esperar de uma criança que presencia os pais humilharem a faxineira, tratarem garçons com prepotência, xingarem motoristas no trânsito, jogarem lixo na rua, passarem a noite se deliciando com futilidades televisivas?
Criança precisa de afeto, de sentir-se valorizada e acolhida, mas também de disciplina e, ao romper o código de conduta, de punição sem violência física ou oral. Só assim aprenderá a conhecer os próprios limites e respeitar os direitos do outro. Só assim evitará tornar-se um adulto invejoso, competitivo, rancoroso, pois saberá não confundir diferença com divergência e não fará da dessemelhança fator de preconceito e discriminação.
É preciso conversar com elas, através da linguagem adequada, sobre situações-limites da vida: dor, perda, ruptura afetiva, fracasso, morte. Incutir nelas o respeito aos mais pobres e a indignação frente à injustiça que causa pobreza; senso de responsabilidade social (há dias vi alunos de uma escola varrendo a rua), de preservação ambiental (como a economia de água), de protagonismo político (saber acatar decisão da maioria e inteirar-se do que significam os períodos eleitorais).
Se você adora passear com seu filho em shoppings, não estranhe se, no futuro, ele se tornar um adulto ressentido por não possuir tantos bens finitos. Se você, porém, incutir nele apreço aos bens infinitos – generosidade, solidariedade, espiritualidade – ele se tornará uma pessoa feliz e, quando adulto, será seu companheiro de amizade, e não o eterno filho-problema a lhe causar tanta aflição.
Saber educar é saber amar.
Frei Betto é escritor, autor de "A arte de semear estrelas" (Rocco), entre outros livros.
Escrito por Thiago Esperandio às 17h09
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Mercedes Sosa
É triste a morte da cantora Mercedes Sosa. A morte, ainda que inevitável, nos traz sempre a tristeza da perda. A morte de alguém que dizia tanto à humanidade é mais sentida ainda em tempos tão desumanizados como os nossos. No ano passado ela esteve no Brasil e acabei não indo ao show dela. Mercedes morreu com 74 anos, mas já tinha a saúde debilitada havia um tempo. Vi imagens do show dela no Brasil e ela estava extremamente gorda e cantando sentada. Tinha o biotipo das Índias dos Andes no cabelo grosso e liso e nos traços do rosto. Embora os Andes tenham se dividido politicamente em vários países, não há uma divisão tão nítida do ponto de vista cultural desde o Norte de Argentina e Chile até o Equador e por aí vai. A língua Quechua é falada pelos ascendentes dos índios e a sonoridade é bem comum: As flautas, uma espécie de guitarra certamente herdada dos espanhóis e as percussões, etc... Mercedes teve engajamento político, interpretando músicas de compositores perseguidos pelas ditaduras militares latino-americanas. Falava sempre na unidade do continente americano e, em sua sonoridade, fazia de fato essa união. É fácil baixar suas músicas e ver suas imagens no youtube. Músicas maravilhosas como Todo Cambia, Duerme Negrito, Como la Cigarra, Gracias a la Vida, Solo le Pido a Dios, entre muitas outras, e parcerias com Brasileiros como Fagner em Años e Milton Nascimento em Sueño con Serpientes (com direito a um texto do Brecht recitado) e Volver a los 17 são clássicos imperdíveis que devem ser acompanhados da leitura da letra para que nada nos escape.
Escrito por Thiago Esperandio às 12h43
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O que é bom para poucos é ruim para muitos...
Reproduzo na íntegra um artigo tirado do Blog do Emir Sader: A mídia mercantil (melhor do que privada) tem um critério: o que for bom para o Lula, deve ser propagado como ruim para o Brasil. A reunião de mandatários sulamericanos em Bariloche – que o povo brasileiro não pôde ver, salvo pela Telesul, e teve que aceitar as versões da mídia – foi julgada não na perspectiva de um acordo de paz para a região, mas na ótica de se o Lula saiu fortalecido ou não.
O golpe militar e a ditadura em Honduras (chamados de “governo de fato”, expressão similar à de “ditabranda”) são julgados na ótica não de se ação brasileira favorece o que a comunidade internacional unanimemente pede – o retorno do presidente eleito, Mel Zelaya -, mas de saber se o governo brasileiro e Lula se fortalecem ou não. Danem-se a democracia e o povo hondurenho.
A mesma atitude têm essa mídia comercial e venal diante da possibilidade do Brasil sediar as Olimpíadas. Primeiro, tentaram ridicularizar a proposta brasileira, a audácia destes terceiromundistas de concorrer com Tóquio, com Madri, com Chicago de Obama e Michelle. Depois passaram a centrar as matérias nas supostas irregularidades que se cometeriam com os recursos, quando viram – mesmo sem destacar nos seus noticiários – que o Rio tinha passado de azarão e um dos favoritos, graças à excelente apresentação da proposta e ao apoio total do governo. Agora se preparam para, caso o Rio de Janeiro não seja escolhido, anunciar que se gastou muito dinheiro, se viajou muito, para nada. Torcem por Chicago ou outra sede qualquer, que não o Rio, porque acreditam que seria uma vitória de Lula, não do Brasil.
São pequenos, mesquinhos, só vêem pela frente as eleições do ano que vem, quando tentarão ter de novo um governo com que voltarão a ter as relações promíscuas que sempre tiveram com os governos, especialmente com os 8 anos de FHC. Não existe o Brasil, só os interesses menores, de que fazem parte as 4 famílias – Frias, Marinho, Civitas, Mesquita – que pretendem falar em nome do povo brasileiro.
O povo brasileiro vive melhor com as políticas sociais do governo Lula? Danem-se as condições de vida do povo. Interessa a popularidade que isso dá ao governo Lula e as dificuldades que representa para uma eventual vitória da oposição. A imagem do Brasil no exterior nunca foi melhor? A mídia ranzinza e agourenta não reflete isso, porque representa também a extraordinária imagem de Lula pelo mundo afora, em contraposição à de FHC, e isto é bom para o Brasil, mas ruim para a oposição.
O que querem para o Brasil? Um Estado fraco, frágil diante das investidas do capital especulativo internacional, que provocou três crises no governo FHC? Um país sem defesa ou dependente do armamento norteamericano, como ocorreu sempre? Menos gastos sociais e menos impostos para ter menos políticas sociais e menos direitos do povo atendidos? Um povo sem auto estima, envergonhado de viver em um país que eles pintam como um país fracassado, com complexo de inferioridade diante das “potências”, que provocaram a maior crise econômica mundial em 80 anos, que é superada pelos países emergentes, enquanto eles seguem na recessão?
São expressões das elites brancas, ricas, de setores da classe média alta egoísta, que odeia o povo e o Brasil e odeia Lula por isso. Adoram quem se opõem a Lula – Heloísa Helena, Marina, Micheletti -, não importa o que digam e representem. Sua obsessão é derrotar Lula nas eleições de 2010. O resto, que se dane: o povo brasileiro, o país, a situação de vida da população pobre, da imagem do país no mundo, da economia e do desenvolvimento econômico do Brasil.
O que é bom para o Lula é ruim para eles e tentam fazer passar que é ruim para o Brasil. É ruim para eles, as minorias, os 5% de rejeição do governo, mas é muito bom para os 82% de apoio ao Lula.
Escrito por Thiago Esperandio às 13h40
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Pilantropia...
Nossa elite que entrega o país ao capital estrangeiro, lucra sobre o subemprego e sobre a miséria do povo, adora parecer boa: 
Fonte: www.malvados.com.br
Escrito por Thiago Esperandio às 12h19
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Muda de roupa, mas não tira a máscara...
A nossa grande imprensa não tira a máscara. Embora com roupagem diferente, repete sempre a mesma mentira na esperança que ela se torne verdade. Publico um artigo na íntegra que está no site da Revista Carta Capital falando sobre a imprensa e ressaltando a importância da Conferência Nacional de Comunicação que acontecerá em dezembro. A Conferência é uma tentativa do Governo Federal de abrir um debate com a sociedade para tratar dos monopólios de comunicação e para discutir verbas governamentais com publicidades na imprensa, além do uso da Internet. Por se tratar de uma tentativa de democratizar algo no Brasil a conferência tem sofrido boicotes dos grandes meios de comunicação, que têm tentando fazer com que o povo não saiba nem de sua existência. Segue o artigo na íntegra: "Eleições e mídia, tudo a ver
Publicado em 08/09/2009 Emiliano José
Eu estava na ante-sala de uma médica, em Salvador. Sábado, dia 29 de agosto. E apenas por essa contingência, dei-me de cara com uma chamada de primeira página – uma manchetinha – da revista Época, já antiga, de março deste ano de 2009: A moda de pegar rico – as prisões da dona da Daslu e dos diretores da Camargo Corrêa.
Alguém já imaginou uma manchete diferente, e verdadeira como por exemplo, A moda de prender pobres? Ou A moda de prender negros? Não, mas aí não. A revolta é porque se prende rico. Rico, mesmo que cometendo crimes, não deveria ser preso.
Lembro isso apenas para acentuar aquilo que poderíamos denominar de espírito de classe da maioria da imprensa brasileira. Ela não se acomoda – isso é preciso registrar. Não se acomoda na sua militância a favor de privilégios para os mais ricos. E não cansa de defender o seu projeto de Brasil sempre a favor dos privilegiados e a favor da volta das políticas neoliberais. Tenho dito com certa insistência que a imprensa brasileira tem partido, tem lado, tem programa para o País.
E, como todos sabem, não é o partido do povo brasileiro. Ela não toma partido a favor de quaisquer projetos que beneficiem as maiorias, as multidões. Seus olhos estão permanentemente voltados para os privilegiados. Não trai o seu espírito de classe.
Isso vem a propósito do esforço sobre-humano que a parcela dominante de nossa mídia vem fazendo recentemente para criar escândalos políticos. E essa pretensão, esse esforço não vem ao acaso. Não decorre de fatos jornalísticos que o justifiquem.
Descobriram Sarney agora. Deu trabalho, uma trabalheira danada. A mídia brasileira não o conhecia após umas cinco décadas de presença dele na vida política do país. Só passou a conhecê-lo quando se fazia necessário conturbar a vida do presidente da República. O ódio da parcela dominante de nossa mídia por Lula é impressionante. Já que não era possível atacá-lo de frente, já que a popularidade e credibilidade dele são uma couraça, faça-se uma manobra de flanco de modo a atingi-lo. Assim, quem sabe, terminemos com a aliança do PMDB com o PT.
Não, não se queira inocência na mídia brasileira. Ninguém pode aceitar que a mídia brasileira descobriu Sarney agora. Já o conhecia de sobra, de cor e salteado. Não houve furo jornalístico, grandes descobertas, nada disso. Tratava-se de cumprir uma tarefa política. Não se diga, porque impossível de provar, ter havido alguma articulação entre a oposição e parte da mídia para essa empreitada. Talvez a mídia tenha simplesmente cumprido o seu tradicional papel golpista.
Houvesse a pretensão de melhorar o Senado, de coibir a confusão entre o público e o privado que ali ocorre, então as coisas não deviam se dirigir apenas ao político maranhense, mas à maior parte da instituição. Só de raspão chegou-se a outros senadores. Nisso, e me limito a apenas isso, o senador Sarney tem razão: foi atacado agora porque é aliado de Lula. Com isso, não se apagam os eventuais erros ou problemas de Sarney. Explica-se, no entanto, a natureza da empreitada da mídia.
A mídia podia se debruçar com mais cuidado sobre a biografia dos acusadores. Se fizesse isso, se houvesse interesse nisso, seguramente encontraria coisas do arco da velha. Mas, nada disso. Não há fatos para a mídia. Há escolhas, há propósitos claros, tomadas de posição. Que ninguém se iluda quanto a isso.
Do Sarney a Lina Vieira. Impressionante como a mídia não se respeita. E como pretende pautar uma oposição sem rumo. É inacreditável que possamos nós estarmos envolvidos num autêntico disse-me-disse quase novelesco, o país voltado para saber se houve ou não houve uma ida ao Palácio do Planalto. Não estamos diante de qualquer escândalo. Afinal, até a senhora Lina Vieira disse que, no seu hipotético encontro com Dilma, não houve qualquer pressão para arquivar qualquer processo da família Sarney – e esta seria a manchete correta do dia seguinte à ida dela ao Senado. Mas não foi, naturalmente.
Querem, e apenas isso, tachar a ministra Dilma de mentirosa. Este é objetivo. Sabem que não a pegam em qualquer deslize. Sabem da integridade da ministra. É preciso colocar algum defeito nela. Não importa que tenham falsificado currículos policiais dela, vergonhosamente. Tudo isso é aceitável pela mídia. Os fins, para ela, justificam os meios.
Será que a mídia vai atrás da notícia de que Alexandre Firmino de Melo Filho é marido de Lina? Será? Eu nem acredito. E será, ainda, que ele foi mesmo ministro interino de Integração Nacional de Fernando Henrique Cardoso, entre agosto de 1999 e julho de 2000? Era ele que cochichava aos ouvidos dela quando do depoimento no Senado? Se tudo isso for verdade, não fica tudo muito claro sobre o porquê de toda a movimentação política de dona Lina? Sei não, debaixo desse angu tem carne...
Mas, há, ainda, a CPI da Petrobras que, como se imaginava, está quase morrendo de inanição. Os tucanos não se conformam, E nem a mídia. Como é que a empresa tornou-se uma das gigantes do petróleo no mundo, especialmente agora sob o governo Lula e sob a direção de um baiano, o economista José Sérgio Gabrielli de Azevedo? Nós, os tucanos, pensam eles, fizemos das tripas coração para privatizá-la e torná-la mais eficiente, e os petistas mostram eficiência e ainda por cima descobrem o pré-sal. É demais para os tucanos e para a mídia, que contracenou alegremente com a farra das privatizações do tucanato.
Acompanho o ditado popular “jabuti não sobe em árvore”. A CPI da Petrobras não surge apenas como elemento voltado para conturbar o processo das eleições. Inegavelmente isso conta. Mas o principal são os interesses profundos em torno do pré-sal. Foi isso ser anunciado com mais clareza e especialmente anunciada a pretensão do governo de construir um novo marco regulatório para gerir essa gigantesca reserva de petróleo, e veio então a idéia da CPI, entusiasticamente abraçada pela nossa mídia. Não importa que não houvesse qualquer fato determinado. Importava era colocá-la em marcha.
Curioso observar que a crise gestada pela mídia com a tríade Sarney-Lina-Petrobras, surge precisamente no mesmo período daquela que explodiu em 2005. Eleições e mídia, tudo a ver. Por tudo isso é que digo que a mídia constitui-se num partido. Nos últimos anos, ela tem se comportado como a pauteira da oposição, que decididamente anda perdida. A mídia sempre alerta a oposição, dá palavras-de-ordem, tenta corrigir rumos.
De raspão, passo por Marina Silva. Ela sempre foi duramente atacada pela mídia enquanto estava no governo Lula. Sempre considerada um entrave ao desenvolvimento, ao progresso quando defendia e conseguia levar adiante suas políticas de desenvolvimento sustentável. De repente, os colunistas mais conservadores, as revistas mais reacionárias, passam a endeusá-la pelo simples fato de que ela saiu do PT. É a mídia e sua intervenção política. Marina, no entanto, para deixar claro, não tem nada com isso. Creio em suas intenções de intervenção política séria, fora do PT. Neste, teve uma excelente escola, que ela não nega.
Por tudo isso, considero essencial a realização da I Conferência Nacional de Comunicação. Por tudo isso, tenho defendido com insistência a necessidade de uma nova Lei de Imprensa. Por tudo isso, em defesa da sociedade, tenho defendido que volte a obrigatoriedade do diploma para o exercício da profissão de jornalista. Por tudo isso, tenho dito que a democratização profunda da sociedade brasileira depende da democratização da mídia, de sua regulamentação, de seu controle social. Ela não pode continuar como um cavalo desembestado, sem qualquer compromisso com os fatos, sem qualquer compromisso com os interesses das maiorias no Brasil."
Escrito por Thiago Esperandio às 17h26
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Contratempos
Que tempo sem valores em que tudo tem um preço... Que tempo (con)sumido em que tudo vira MERcaDoriA!!! Que tempo caro em que tudo vira opulência... Que tempo gritante em que todos estão surdos... Que tempo ensurdecedor em que todos estão mudos... Que tempo mudo em que os olhos se calam................................................................................ Que tempo luminoso é esse em que todos estão cegos? Que tempo-espaço onde tudo é vão Quero o tempo-muda em que o amor não brote só das bocas........................................................................... Que tempo teatral em que o amor nunca é um ato........................................................... Que tempo indigesto em que tudo vira MERDA!!!!!
Escrito por Thiago Esperandio às 23h03
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Senso do Humor
O humor é tido por muitos como uma linguagem de resistência. Nas sociedades mais opressoras (nas mais explícitas, principalmente...) como nas ditaduras, sejam políticas ou religiosas, os humoristas sempre foram perseguidos pois da aparente inocência de uma piada, muita crítica pode ser feita.
Na Idade Média, o humor era uma válvula de escape para a sociedade tão verticalizada nas suas hierarquias, o mesmo acontecia no renascimento com o alto poder adquirido pelos reis que eram motivos de piadas. O humor, durante um bom período, foi a arma dos oprimidos.
No entanto, na natureza tudo tem seus dois lados. O Sol não escolhe a quem iluminar e a primavera não escolhe jardim. As Ervas Daninhas também são alimentadas pela natureza, que não distingue caráter.
Com o humor ocorre o mesmo e nada o impede de falar de coisas relevantes ou de usar sua face aparentemente caótica e contestadora para servir ao que há de mais conservador e reacionário.
Exemplo disso é o programa CQC. O programa da Band nesta última segunda-feira estava uma passarela de tucanos. Primeiro perguntaram ao Serra se, caso ele ganhasse a eleição, o nome do filme seria O Massacre do Serra Elétrico, depois fizeram o Alckimin cantar “Os alquimstas estão chegando” (Pobre Jorge Ben) diante das últimas pesquisas ao governo paulista. Depois o Apresentador da Taz(mânia) falou que o Lula não tem diploma. É comum no humorismo, Lula ser chamado de bêbado e ignorante.
Ou seja, todo o discurso que a direita não pode fazer, pois é politicamente incorreto, é transferido em forma de um suposto humorismo. O Humor passa a ser uma roupa que ameniza a nudez do preconceito, do racismo, do ódio de classe, etc...
Dito em tom de brincadeira, uma distorção da informação passa a parecer perdoável...
É só notar como tratam o assunto Sarney de forma superficial e tola. Deveriam perguntar aos senadores tucanos e demos por que eles votaram no Sarney e se eles não se envergonham em torcer pelo fracasso do país para que possam voltar ao poder e terminar de enterrá-lo, no entanto abrem seus microfones para que eles fiquem se fazendo de indignados e de éticos. O PT tinha seu candidato próprio para o senado, portanto quem elegeu Sarney foram os demos e os tucanos, que inclusive têm a vice-presidência da casa (só por isso estão contra o "Sarneynto").
Do outro lado, a classe média que almeja ser elite, por isso se humilha com a esperança de que um dia possa de fato humilhar alguém, ou se contenta em humilhar os que têm um pouco menos, assiste ao programa que ambiguamente alega ser jornalístico e se sente informada, sente que do outro lado há pessoas cultas que lhe proporcionam um álibi para extravazar seu ódio e seu preconceito, sem que isso pareça ser o que é (ódio e preconceito contra o Nordestino).
Pago pelos anunciantes, o CQC mantém a linha editorial golpista da emissora em que está, só que em um nível ainda mais baixo.
A única verdade ali é o nome do programa: Custe o Que Custar... poderia ser Custe Quanto Custar também...
Escrito por Thiago Esperandio às 19h48
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Mudança de tática...
A imprensa Demo-Tucana (Folha de SP, Globo e outros Demos) chamada de PIG - Partido da Imprensa Golpista - está em plena mudança de rumo. A suposta crise do senado, que nada mais era do que revelar coisas que sempre aconteceram e que todos estavam carecas de saber (inclusive o Serra ficou careca de tanto saber delas) já não rende mais ibope. As últimas pesquisas do Data-Foda-se já mostraram que a popularidade do Lula está perto de novo recorde, além de o aparecimento de mais de 400 atos secretos oriundos da época do principado de FHC terem mostrado que uma investigação teria que pousar sobre o ninho do tucanato. Agora o alvo será Dilma. Uma secretária disse ter sido solicitada a agilizar as investigações sobre o filho do Sarney e alega ter entendido que "agilizar" era o mesmo que colocar embaixo do tapete... Ela não tem provas, não tem nada, mas vai ocupar os holofotes da mídia por uns dias, tudo isso para que O Sr. Burns tenha alguma chance de ganhar a eleição e dar continuidade ao legado de FHC. Voltamos ao tempo da ditadura em que uma acusação sem provas é feita e o acusado tem que provar inocência, em vez de o acusador provar que falou a verdade. É a troca do chamado Estado de Direito pelo Estado de Direita. A direita que não suporta o sucesso de um governo que "pela primeira vez na história do país" abriu diálogo com setores da sociedade civil que nunca foram ouvidos e com isso tenta a democratização de nossas capitanias hereditárias. O que lhes resta é apelar para um moralismo que não têm e tentar, com isso, mudar o foco da discussão política que precisaria ser feita no Brasil. 
Escrito por Thiago Esperandio às 13h39
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Quem é o pai da criança?
Acessando o Blog do jornalista da Record Rodrigo Vianna encontrei um texto e um link para o blog de Pedro Desgualdo Pereira e nele, alguns ótimos textos, entre eles, um em que ele fala sobre o Sarney e a atual situação do Senado: "- O Sarney não deveria nunca ter sido eleito presidente do senado, não tem envergadura moral nem para ser senador... quanto mais presidente do senado. Controla o Maranhão, as mídias... tem um verdadeiro cartel do poder. Não deveria.... mas foi.
- o Sarney foi presidente do senado, caros amigos, com o apoio indistinto da imensa maioria dos senadores daquela casa.
- INFELIZMENTE, caros leitores, nossos senadores têm o privilégio de votação secreta (como outros atos secretos...) então você não tem como saber como o senador que você elegeu age em alguns casos.... a eleição para presidente do senado é um desses casos....
- mas 49 dos 81 senadores votaram no Sarney... 60,5% dos senadores....
- numa campanha entra a mudança e a tradição... a tradição ganhou com 49 senadores.
- a vanguarda do retrocesso!!!
- estavam disputando a presidência: o Sarney do PMDB e o Tião Viana do PT.
- o vice do Sarney acabou sendo o Marconni Perillo (PSDB-GO)
- Quem apoiava o Sarney, caros amigos?? Quem apoiava o candidato Sarney, que poderia vencer o candidato do PT??
- O Sarney ganhou a eleição. O PSDB ficou com a vice-presidência. O DEM apoiou abertamente.
- e surgiram os atos secretos.... há 14 anos uma tradição no senado federal.... vieram a tona!!
- O Sarney (candidato da tradição...) foi eleito nesse ano para um mandato de 24 meses. Mas a renúncia do Sarney acabaria com os atos secretos?
- Segundo Pedro Simon (também do PMDB) a renúncia acabaria com as denúncias contra o senado: "Se Sarney renunciar hoje, termina isto(o denuncismo contra o senado)" - Pedro Simon
- Interessante... com a renúncia do Sarney, assume o vice, Marconni Perillo, do PSDB e principal aliado do DEM, e acabam as denúncias contra o senado...
- Então o DEM (tradiçaõ da tradição - ex PFL ex ARENA!!) muda de lado e passa a apoiar a renúncia do Sarney
- aí o Lula age deseperadamente para evitar a renúncia da vanguarda do retrocesso
- porque precisa do apoio do PMDB para 2010, e mais do que isso, precisa desesperadamente que a presidência do Senado não caia nas mãos do PSDB (porque o PSDB já disse que quer tornar o Brasil ingovernável - palavras do líder Arthur Virgílio - clique aqui para ler nesse blog)
- mas.. mas.... e os atos secretos?? ahhh... esses sempre estiveram em segundo plano..." A mídia não fala dessas coisas e ainda insiste em colocar o Lula como o parceiro político do "Sarneynto"... O ex-presidenteo do Senado, Severino Cavalcanti foi fruto desta mesma tática da parceria DEMO-TUCANA para impedir a governabilidade de um presidente que tem aberto diálogos com a sociedade civil e que tem feito avanços em benefício do povo. Muitas obras do PAC, fundamentais para o Brasil, também estão emperradas pela direita e suas ações nefastas no congresso, no intuito de que a popularidade do Lula que já era de mais de 80% na última pesquisa, fique ainda maior. Quando o Brasil vai se livrar dessa corja? Espero que logo, temo que nunca...
Escrito por Thiago Esperandio às 10h56
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Literatura + História + Geografia
O IBGE está lançando um Atlas das Representações Literárias de Regiões Brasileiras: os Sertões Brasileiros, com imagens de satélite, fotos e mapas das localidades que serviram de cenário para grandes obras da literatura brasileira. O Atlas pode ser baixado na íntegra em PDF pelo site da Agência Brasil: "O projeto apresenta a região mediante percepções e impressões de romances que dão visibilidade à cultura e à realidade do povo sertanejo e seu habitat. O leitor pode conhecer o processo de formação dessa parte do Brasil por meio de fragmentos de obras de escritores como José de Alencar, João Guimarães Rosa, Coelho Netto, Agripa Vasconcelos, Herberto Sales, Afrânio Peixoto e Ariano Suassuna, entre outros consagrados romancistas que têm o sertão como temática. O primeiro volume do projeto foi publicado em novembro de 2006 e abordou o Brasil Meridional, com obras literárias como O Tempo e o Vento, de Érico Veríssimo, e Porteira Fechada, de Cyro Martins. Estão previstos os lançamentos de mais dois volumes do Atlas que serão dedicados à Amazônia e à Costa Brasileira." Eu baixei o arquivo, e embora ainda não tenha tido tempo de lê-lo com atenção, percebi só de olhar que é leitura indispensável para professores de Geografia, História, Literatura e para amantes do Brasil que queiram conhecê-lo em um viés multi-disciplinar.
Escrito por Thiago Esperandio às 16h22
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Nem parece banco, ou será que parece...
Seja para "vencer na vida" ou simplemente para sobreviver, o preço parece não parar de subir... Até onde vai o limite das pessoas, sejam as "ab-surdas ou as cala-mitosas" é a grande questão. Vejam um trecho da notícia que pode ser lida na íntegra no site da Revista Fórum e notem como a vida das mulheres não é nada fácil: Unibanco é condenado a indenizar ex-funcionária por obrigá-la a "se insinuar para clientes"O Tribunal Regional do Trabalho de Mato Grosso determinou que o Unibanco indenize uma ex-funcionária em R$ 80 mil por danos morais. O banco obrigava a trabalhadora a se insinuar para os clientes para cumprir metas. Em algumas ocasiões a empregada era obrigada a participar de "happy hours" para se aproximar dos clientes, além disso, ela era obrigada a usar roupas decotadas e curtas. O Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos Bancários e do Ramo Financeiro em Mato Grosso condena tal prática desempenhada pela empresa. "É lamentável que os bancos insistam em adotar tais práticas. É importante que os trabalhadores denunciem esse tipo de assédio ao Sindicato e procurem seus direitos", argumenta a secretária de saúde e condições sociais do SEEB-MT, Italina Facchini. Em entrevista ao jornal Diário de Cuiabá, o advogado da trabalhadora, Cássio Felipe Miatto, afirmou que "os atos giravam à beira da prostituição". Segundo o defensor, a orientação de se insinuarem aos clientes chegava via e-mail às funcionárias, sendo que elas eram incentivadas a chamar os clientes a boates e bares. O texto revela que uma testemunha chegou a dizer na Justiça que, numa festa em 2004, viu a gerente garantindo a alguns clientes que poderiam "escolher qualquer empregada do banco, que tinha loira, morena e japonesa". O que mais se pode pedir que uma pessoa faça em nome do lucro da empresa ameaçando-a com a perda do emprego? Será que os grandes jornais de SP não divulgaram essa perplexidade porque o Unibanco é anunciante deles? 
Escrito por Thiago Esperandio às 13h27
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Deitado eternamente em lixo esplêndido...
Uma série de notícias que têm sido divulgadas na Agência Brasil são no mínimo revoltantes. Fiz uma colagem com trechos de todas: "A alfândega de Santos interceptou e abriu hoje (17/07) mais 25 contêineres contendo lixo doméstico importado da Inglaterra, no Porto de Santos. Somados aos 26 contêineres encontrados no último dia 7, o porto recebeu 51 contêineres com, aproximadamente, 670 toneladas de lixo doméstico.
Há outras unidades no Rio Grande do Sul (40), no Porto de Rio Grande e em Caxias do Sul (8), totalizando 768 toneladas.
O lixo chegou ao Brasil entre fevereiro e maio deste ano nos portos de Santos (SP) e de Rio Grande. Foram enviadas ao país mais de mil toneladas de lixo. O Ibama interceptou a carga no início deste mês e o Ministério das Relações Exteriores pediu que a delegação permanente do Brasil em Genebra, Suiça, fizesse uma denúncia na Secretaria da Convenção de Basileia, que trata do controle de resíduos perigosos e do seu depósito.
O Ministério das Relações Exteriores vai denunciar o Reino Unido por tráfico de resíduos perigosos. A empresa importadora havia informado que a carga era de polímeros de etileno e resíduos plásticos. Contudo, a carga era composta de fraldas usadas, pilhas, seringas, lixo doméstico, preservativos, entre outros. A empresa que importou o lixo foi multada pelo Ibama.
Pela Convenção de Basileia, qualquer movimento entre fronteiras de resíduos perigosos em que o material não esteja em conformidade com os documentos poderá ser considerado tráfico ilícito. A convenção diz ainda que os resíduos serão devolvidos ao país de onde ele foi exportado, que não poderá se negar a receber os resídios de volta."
Quem quiser conferir as notícias todas na íntegra, pode clicar aqui Há tanto o que dizer sobre isso que é até difícil ter por onde começar: Vou começar pela lógica do capital que faz com que uma empresa britânica não recicle o lixo e, para obter mais lucro, mande-o para poluir um outro país qualquer, neste caso o Brasil, mas isso acontece com muitos. Depois um Brasileiro, que para enriquecer, aceite trazer lixo para o Brasil onde ele vai ser atirado em qualquer lugar, pois é mais lucrativo do que tratá-lo. Pior é que brasileiros aos montes chamam os Europeus de civilizados... Durante séculos roubaram as riquezas das colônias, seja pela força ou pela ação de suas empresas e nos enviaram e ainda enviam o que tem de pior lá, seja do lixo orgânico ao cultural que produzem. A única evolução europeia é ter uma elite que percebeu não ser interessante sugar tudo o que um país pode produzir e deixar o seu povo em um total estado de desespero. Com isso amenizaram a violência interna deles ainda que a iniciativa que os levou a isso não seja tão nobre. Já no Brasil, creio que os importadores de excrementos e os produtores de lixo autenticamente tupiniquim ainda se sentem vítimas da violência...
Escrito por Thiago Esperandio às 22h54
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